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Des Confidences - UOL Blog
Des Confidences


               

Contemplando o espelho, sorri satisfeita. Um batom vermelho realçava os lábios e me dava um ar sensual. Os cabelos jogados imprimiam um ar selvagem. Ajeitando o corselet, me dirigi ao quarto. Era lá que esperaria por ele. Poucos minutos se passaram até ouvir o carro entrando na garagem e a porta ser aberta. Levantando, me coloquei ao lado da porta. Sorri quando recebi um olhar de satisfação. “Saudade de você”. “Também, chérie”. Se aproximando, pousou as mãos em minha cintura. Colocando as mãos em seus ombros, fiz com que ajoelhasse. “Vamos amor, fica de joelhos pra mim, fica?”. “Fico sim, meu bem”. Sorri. Podia notar a loucura que se apoderava do olhar doce. Me afastando, ergui a perna, tocando o peito com a ponta da sandália. “Hora de tirar a camisa, meu bem”. Devagar e obediente, a camisa foi retirada e posta de lado. “Isso. Hoje quero você bem obediente, cachorrinho”. Empurrando novamente, o peito, fiz com que deitasse completamente no chão. De pé, me coloquei sobre o peito. Sabia que ele podia ver muita coisa e estava satisfeita por isso. Sorrindo, desci minha mão, tocando a calcinha. Com a outra mão, retirei um pirulito no bolso da saia. Abrindo, coloquei na boca. Olhando em seus olhos, coloquei o pirulito na boca e comecei a chupar deliciosamente. Fechando os olhos, saboreei. Me afastando, coloquei a ponta da sandália sobre o peito. “E então amor?”. Os olhos lascivos mostravam o quanto estava louco. Lentamente, comecei a descer a calcinha, retirando por completo. Num gesto sutil, joguei sobre o rosto. Sorri quando o vi cheirá-la. “Isso cachorrinho. Gosta do cheirinho é?”. Em resposta, balançou a cabeça. Com as pernas abertas sobre ele, continuei de pé. Retirando o pirulito da boca, levei até o meio de minhas pernas. Abrindo-as um pouco mais, coloquei o doce em mim. Indo e vindo com ele, sorria. Estava completamente molhada. Retirando, levei até a boca novamente. “Amor, você não tem noção do quanto é delicioso”. “Cadela”. Sorri, me abaixando de uma vez. “O que você disse, amor?”. Num gesto rápido, desferi um tapa em seu rosto. “Eu não ouvi direito. Repete”. Sorrindo, sussurrou baixo: “Cadelinha gostosa”. Outro tapa. Sorri, balançando a cabeça. “Não amor... O cachorrinho aqui é você”. Abrindo as pernas, coloquei o doce novamente entre elas. Massageava meu interior. “Pode ver direito, cachorrinho?”. Louco, senti as mãos segurarem meus pés com força. “Psiu, quem mandou você fazer alguma coisa?”. Sem parar de olhar em seus olhos, continuei massageando meu interior com o doce. Sorrindo, deixei que entrasse um pouco dentro de mim. Retirando, levei até seus lábios. “Quer sentir o gostinho, amor?”. Balançando o doce sobre os lábios ávidos, sorri. “Tem o gostinho que você tanto adora aqui, cachorrinho. Quer provar?”. “Por favor, meu bem... deixa”. Devagar, deixei o doce pincelar os lábios. Retirando sem deixar que provasse, sorri, levando o pirulito aos lábios. “Uma pena amor... Você não vai provar”. “Cadela”. “Psiu. Quem mandou você dizer alguma coisa?”. “Por favor amor...Me deixa provar um pouquinho só”. “Hum...”. De joelhos, me coloquei sobre seu rosto. Com meus dedos, abri meu interior. “Vem cachorrinho. Eu deixo você lamber um pouquinho só”. Senti quando a língua lambeu meu interior úmido. Indo e vindo, gemi. Era delicioso sentir aquela língua penetrar dentro de mim. Olhando em seus olhos, afastei o rosto. “Pronto amor... Já provou o que queria”. De joelhos, desci, percorrendo o peito com minhas unhas. Me colocando sobre uma perna sua, sentei lentamente. Me esfregando nela, deixei que percebesse o quanto eu estava molhada. As mãos buscavam em que agarrar. Sorrindo, continuava me esfregando e chupando o pirulito. Me erguendo novamente, sentei sobre a barriga. Rebolando devagar, deixei que sentisse minha umidade escorrer. “Ah amor, você está tão molhadinha. Dá pra mim, vai.”. Sorri, ficando de joelhos. Buscando um óleo, derramei sobre minhas mãos. “O que você vai fazer?”. Sem responder, coloquei as mãos sobre o membro duro. “Hum amor, você está bem durinho. E eu preciso dele bem duro para o que pretendo fazer”. Com as mãos, lambuzei o sexo duro. Me erguendo um pouco, levei o dedo até ele. Devagar, comecei a massagear, lubrificando o local. “Cadela!”. Sorri. Deixando o dedo penetrar, sorria. Indo e vindo com meu dedo, gemi baixo. Retirando o dedo, segurei o membro duro com uma mão. Devagar, deixei que se colocasse em minha entrada. Lentamente, desci, empurrando o corpo. Sentindo um pouco de dor, parei. Busquei seus olhos com os meus e o sorriso safado estampado na cara me incentivava a continuar. Abrindo as pernas, comecei a descer. Gemendo alto, senti quando me penetrou completamente. Louca, olhei em seus olhos. “Deus do céu, como você pode ser tão safada?”. Sorri. Levando um dos dedos até meu sexo, comecei a massagear de leve. Devagar, comecei a subir e descer no membro duro. Aos poucos, relaxei completamente. Aumentando o ritmo, me tocava enquanto sentia o membro duro entrar e sair. Louca, busquei o olhar safado. “Adora dar pra mim, né amor?”. Sim, eu adorava. Rebolando nele, subia e descia louca. “Viu como é fácil, cadelinha?”. Sorri. Com força, massageava os dedos em meu interior. Cada vez mais rápido, ouvi os gemidos loucos. Olhando em meus olhos, me dizia as palavras mais devassas. Sorrindo, apenas me movia, subindo e descendo. “Vai cadelinha, goza comigo”. Sem parar de me tocar, subia e descia. “Amor, vou gozar”. “Goza cachorrinha, estou só esperando você”. Descontrolada, comecei a ir mais rápido. Sentindo seu leite quente invadir meu interior, gozei. Ofegante, sussurrei: “Você ainda me mata”. “Eu? Você faz todas essas loucuras e eu vou matar você?”. Sorri. “Cachorro”. “Seu cachorro, minha cadelinha”. Me retirando, vi o gozo escorrer entre minhas pernas. “Imagem deliciosa”. Sorri. “Você não presta”. De quatro, busquei a boca num beijo louco. Estava satisfeita.



Escrito por Srta. às 11h49
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Disseram-me ainda há pouco: romantizas demais o sexo. Céus! Eu? Sim. Tu. Sorriso tímido de quem não tem tanta certeza a respeito disso. Tu és demasiado menina ainda. Quantos anos tens? 24 primaveras. Vês? Não dizes que contas primaveras. Seja sensual e diga algo que choque, que provoque um arrepio na espinha de quem te ouve. Ah, mas ocorre que não me exponho assim. Ah, entendo. És daquelas mocinhas na rua e putinha na cama. Exatamente. E tens algo contra? Nada. Na verdade, prefiro que sejam assim. Nada é mais detestável do que mulheres excessivamente vulgares. Agora és preconceituoso. Não sou. E se for, a grande maioria dos homens partilha da mesma opinião. Pode ser. Mas me dizes, quando vais libertar a fera que existe em ti. Eu já libertei. Já? Sim. Faltam-te paredes e esquinas escuras. Não compreendo. Não? Eu já te digo. Faltam mãos fortes que te lancem contra a parede e abusem do que tens. Do que tenho? Sim, porque abusar do que és é te dar um grande presente. Sorriso. Certamente. Dou-te um conselho. Sim, podes dar. Liberta-te. Mais? Nunca se está no ápice das sensações, acredita-me. Não duvido. Então? Liberta-te. Tens um sorriso de menina. Sim, assim costumam dizer. Uma embalagem de mocinha pudica, diga-se de passagem. Aprecio que sejas tão repleta de picâncias. Hum. Neologismos para explicar quem sou? Para ti, cabem palavras que não existem no dicionário. És galanteador. Sempre. Sorriso. Então me dizes. Vais fazer o teste? Qual? Libertar-te por inteiro. Posso tentar. Tenta. E como saberás do resultado? Eu acompanho teus escritos. E são deliciosos, diga-se de passagem novamente. Ora, não eram demasiado românticos? Sim, acabam sendo. Porque então? Escreves com muito sentimento. Estás a fazer uma piada. Escreve sobre sexo e nada mais. Liberta-se dos sentimentos, quaisquer que sejam eles. E outra, experimenta. O que? O sexo sem sentimento. Não sou dessas. E não? Todas as mulheres o dizem. Mas não quero que te pervertas tanto. Sorriso. Basta que experimentes o sexo pelo sexo, unicamente. Sim, eu o farei. Quando? Não posso dizer-te. Vejo que isso demorará bastante. Talvez. Já te disse, não sou dessas. Vejo que não – és romântica. E és irritante. Grato pelo elogio. Sou sempre sincera. Nem sempre. Atrevido. Não és sincera sempre. Como não? Teu romantismo não esconde um fogo que não cessa de arder. Isso é fato. Sim, é. Apenas deixa de lado o romantismo. Abusa das mãos contra faces, das mãos tocando sexos, das bocas saboreando membros duros. Sim, eu o farei – no singular. Como preferir. Não és tão Elena quanto pensas. Não? Elena nunca hesitou em experimentar. Nem eu. Com outros que não Pierre. E deveria? Tu que dirá. Estou aqui, caso queira. Palhaço. A seu dispor. Você não pode e sabe disso. Poder ou não é totalmente relativo. Não no seu caso. Se o dizes. Eu afirmo. Então, voltando ao que dizia. É um conselho – ouve se quiseres. Falta-te pouco. Sim, falta. Liberta-te. Não te entendo, sinceramente. Estás a fingir que é tola – e nem de longe tu és. Não sou e nem finjo. Que liberdade é essa? Dize o que queres. Sim, eu direi. Tens o telefone do teu Pierre aí? Sim, eu tenho. Liga agora. Não posso. Porque não? Porque ligaria? Só para experimentar – sei que tu não dirias o que vou te dizer a qualquer outro homem. Isso tu o dizes. Sorriso. Não, tu o dizes. Idiota. Elogios me enternecem. És selvagem. Eu sei. Mas ainda não és totalmente Elena. Se tu o dizes, concordo. Mas falta pouco. Te dou o conselho de antes: liberta-te aqui e serás livre fora daqui. É o que faço todos os dias. Tens um Pierre, não. Não tenho ninguém – não gosto de ter pessoas. Bem, o sexo prende pessoas. O sexo é tanto assim? Para pessoas como eu e você, é sim. Interessante. Não o sexo de qualquer hora, o outro. Qual outro? Deixa que te explico. Lembra da forma como olhavas teu Pierre? Sim, eu lembro. Não do sentimento, me refiro ao desejo. Sim, lembro disso. Porque não escreves a respeito? Já tentei. Não conseguiste? Não. É que não sabes separar sentimento de observação. Interessante. Muito. Tenta fazer isso. Vou tentar. Deixa que te explico. Fala da sensação, do olhar, do toque, da fome. Hum. Sei falar da fome. É fome que você sente. Vejo que nisso não mentes. E em mais nada. Fala da tua fome. Eu o farei. E faz para ti, não para ele ou qualquer outro. Tua fome existe em ti e independe dele. Atenta: ele é objeto de desejo e não o desejo em si. Sabes como separar as coisas? Sei, e quero que aprendas. Hum. Vejo que isso é importante. Demais, tu vais ver. Sim, quero ver. Então. Desejo e objeto de desejo. Fome e alimento. Entendo. Lembra de Platão? Sim. Não ocupe a idéia desejo com o objeto que desejas. Sim. Se assim o fazes, torna-te dependente do objeto e não és livre pelo desejo. Hum. Isso é realmente interessante. Eu sei que é. Mas o que quero, na verdade, é te ver livre. Eu já sou. Não és. Te dou uma tarefa, a contar de hoje. Qual tarefa? Se libertar. Isso me enfastia. Mais uma vez, é interessante. Tente. Vou tentar. O que você quer que eu escreva? Sobre tudo, sem freios. O que você costuma dizer ao seu Pierre? Muitas coisas. Tipo? Me constrange dizê-las a você. Hum. Então vejo que com ele você se liberta. Completamente. Interessante. E aqui? Onde? Nas linhas que você escreve. Me liberto da mesma forma. Não. Aqui você é cheia de pudores e romântica demais. Você me entedia com essa conversa. Pode sair então. Não deveria entediar. Deveria pensar a respeito. Bem, talvez eu pense. E Pierre? O que tem ele? Me preocupo. Com? Ele sabe o que tem nas mãos? Sim, ele sabe. Até parece que é grande coisa. É sim. Falta apenas uma pitada de liberdade. Falta? Certo, não falta. Digamos que falta coragem. Você me irrita. Porque te digo a verdade. Sua verdade. Nossa. Outro dia disseram que me falta sutileza. Não, isso você tem até demais. Juro, não consigo entender as pessoas. Nem tente, é perda de tempo. Mas volto. Falta apenas liberdade. Falta carne e sangue. Nada de epiderme e sensibilidade românticas. Certo. Mas escrevo com sangue. Sim, eu sei. Mas te aconselho agora: escreve com gozo. Estás a debochar de mim. Que seja. Experimenta e me dizes. Deixa tua pena deslizar no teu gozo e escreve inúmeras linhas. Vou tentar – a idéia me parece interessante. E é. Bem. Agora vou-me. Para onde vais? Escrever um conto. Outro? Sim. Pierre? Qual o seu interesse nele? Nenhum. Sei. Meu interesse é em Elena. Sim. Do que falará o conto? O assunto de sempre. Ah, então agora tornas corriqueiro teus arroubos sexuais? Não é assim. Acabou de ser. Irritante. Leia depois e você diz o que acha. Eu já sei. Nem leu ainda. Romantismo em excesso. Veremos. Isso. Aceite o desafio agora. E se aceitar, o que ganho? Muitas coisas. Deixe sua fome comandar. Eu já faço isso. Faça por completo. Vou fazer. Agora, deixe de lado a poesia das formas, dos ajustes, dos sentimentos. Sim. Seja só uma fome e um desejo. Vou ser. Voltarei para ler seus escritos. Seja impudica, amoral, devassa, lasciva. Pedido simples. Veremos. Agora vou indo. Obrigada pelos conselhos. Não o faço apenas por ti. Se o dizes. Faço por outros tantos e também por Pierre. Não entendo sua preocupação com ele. Ele vai notar a diferença. Vai? Escreva em algumas linhas o teor dessa conversa. Vou pensar se faço isso ou não. Você fará. E depois? Não precisa se libertar aqui ainda. Se liberte depois. Quando? Mais tarde. Ahhhh... Sim, você entendeu. E agora vou indo. Obrigada novamente. Não agradeça. Um abraço. Outro.



Escrito por Srta. às 00h41
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Cautelosamente, desci a mão por sobre a perna. Adorava acariciá-lo enquanto dirigia. Seus olhos buscaram os meus e um sorriso safado se delineou em seu rosto. “Amor... Você podia andar mais rápido... Estou com tanta vontade”. “Ah é?”. Em resposta, um dedo buscou meus lábios e suguei lentamente. Adorava provocá-lo daquela forma. “Estou tão molhadinha, chérie”. Abrindo as pernas, deixei que visse um pedaço da calcinha branca. “Ah amor... Pensei que você já estivesse prontinha pra mim”. Sorri. Lentamente, retirei a calcinha. Completamente exposta, ergui o vestido. “E agora, meu bem? Estou pronta?”. Senti um arrepio percorrer meu corpo quando a mão desceu entre minhas coxas. Adorava a forma como aquela mão percorria minhas pernas enquanto dirigia. Possessivamente, pousou a mão entre minhas pernas. Era daquele jeito que eu adorava e podia me sentir completamente dele. Sorrindo, apertei a mão entre as pernas. Um dedo buscou meu interior. “Está molhadinha amor”. “Sempre, meu bem”. Devagar, começou a penetrar profundamente com o dedo. Gemi. “Gosta, amor?”. Abrindo um pouco mais as pernas, senti quando um segundo dedo foi introduzido em meu interior. “Uma pena, meu bem... Pena que eu não possa parar aqui e fazer o que eu quero”. Sorri. “Uma pena mesmo amor”. Devagar, os dedos começaram a me massagear. Alheio aos carros que passavam, seus olhos safados buscavam os meus. “Vamos, meu bem. Está gostando?”. Gemi, obediente. “Isso, abra um pouquinho mais as pernas”. De uma só vez, senti quando colocou os dedos com força. Gemi alto. “Isso amor. Mostra que está gostando. Quero você bem molhadinha”. Agarrando o banco, busquei apoio. Estava louca de vontade. “Agora é sua vez, meu bem”. Sorrindo, desceu a mão abrindo o zíper da calça. “Você é louco? Aqui ainda é muito movimentado”. “Não vai me chupar, cadelinha? Achei que você estivesse louca pra isso”. Sorri, safada. Descendo o corpo, busquei o sexo duro com meus dedos. Devagar, desci meus lábios, lambendo apenas a cabecinha. “Isso, cadelinha. Pode ir acostumando, porque você vai fazer isso até chegarmos em casa”. Sorrindo secretamente, lambi novamente a cabecinha. Descendo a boca, comecei a engoli-lo. Era delicioso. Adorava tê-lo entre meus lábios daquela forma. Lentamente, comecei a sugar, subindo e descendo. “Isso. Usa a língua meu bem”. Senti quando uma mão desceu, agarrando meus cabelos com força. “Estamos num sinal e é melhor você continuar engolindo tudo ou vão nos ver”. Adorava correr riscos. Subindo e descendo lentamente, deixei minha língua percorrer o membro duro. Massageava devagar enquanto subia e descia. Novamente a mão desceu, agarrando meus cabelos. “Ah cadelinha, você faz isso tão bem”. Satisfeita, continuei. Podia sentir o gosto delicioso em meus lábios. Subindo e descendo, apertava o membro entre meus lábios. Gemendo, a mão acariciava meu pescoço. Parando, me ergui. “Eu quero você agora”. Sorri, passando o dedo em meus lábios. “Volta amor, ainda falta muito pra chegar em casa”. Languidamente, acariciei o membro com meus dedos molhados. Subi, tocando os lábios. “Tenho seu gosto na minha boca, chérie”. “Não, cadelinha, você ainda não tem”. Descendo o rosto, busquei novamente o membro duro. Lambendo o membro duro devagar, ouvi um gemido. Adorava vê-lo satisfeito. “Cachorrinho... Eu quero agora...” Engolindo o membro duro, deixei que meus lábios descessem devagar. Meus dentes arranharam de leve enquanto minha língua subia e descia, massageando o sexo delicioso. Aumentando o ritmo, comecei a subir e descer minha boca. Estava louca de vontade de sentir o gosto delicioso entre meus lábios. Abruptamente, vi o carro ser desligado e meus cabelos serem puxados com força. “Quer dar agora, cadelinha? Quer?”. A mão desceu sobre meu rosto, num tapa gentil. “Quer?”. Sorri, lambendo os lábios. Levando um dedo à boca, suguei de leve. Novamente senti a mão se chocar contra meu rosto. “Cadela, você me deixa louco”. Sorri. As mãos puxaram minha cintura com violência, me levando pra perto. “Senta aqui meu bem, rebola um pouquinho. Mata tua vontade”. Sorri, me erguendo. Sentando em seu colo, busquei o olhar safado. Minha boca desceu devagar, buscando a dele. Mordiscando de leve, sorri. Beijava lentamente, sem pressa. Embaixo de mim, podia sentir o sexo duro se insinuando entre minhas pernas. “Levanta cadelinha... Só um pouquinho”. Sorri, me erguendo. Descendo uma mão, posicionei o membro duro em minha entrada. Sem dizer nada, desci de vez. Um grito escapou de seus lábios. Sorri novamente. Uma mão buscou meus cabelos, puxando com força. “Cadela... Como se atreve?”. “A que, meu bem? O que eu fiz de errado?”. Começando a rebolar devagar, sorri. Subia e descia lentamente enquanto rebolava. Podia sentir o membro duro me preenchendo completamente. Em meio à escuridão, senti uma mão apertar meu bumbum, arranhando. “Isso amor, rebola bastante. Assim”. Louca, busquei  a luz do carro, acendendo. “Não gosta do escuro, cachorrinha? Quer que eu veja a cara de cadelinha que você fica enquanto me dá aqui?”. Mordendo os lábios, sorri, safada. Podia ver os carros passarem pela estrada enquanto subia e descia. Apagando a luz, busquei os lábios avidamente. Rebolava descontrolada enquanto meus lábios mordiam o pescoço com força. “Cadela! Você vai me deixar marcado!”. “Eu posso isso e o que mais eu quiser”. Descendo a mão, dei um tapa em seu rosto. “Agora, meu bem, quero que goze. Quero voltar pra casa cheia do seu leitinho”. Aumentando o ritmo, subia e descia louca. Uma mão segurava minha cintura, guiando com força. Lasciva, rebolava descontrolada. Prestes a gozar, busquei a orelha, mordiscando. “Vamos cachorrinho... Goza agora”. Aumentando o ritmo e olhando em seus olhos, sorri satisfeita. “Vou gozar, meu bem. Agora...” Um tremor percorreu meu corpo num gozo desvairado. Sentindo o leite quente se derramar dentro de mim, sorri. Era delicioso. “Deus... Como você pode ser assim?”. “Como amor? Sou apenas igual a você.. Não gosta?”. “Você sabe que adoro...”. Me erguendo, senti o líquido quente escorrer entre minhas pernas. Voltando ao meu lugar, exibi um sorriso safado. “Adorei, chérie. Hora de ir pra casa, não? Estou com a impressão de que a noite será longa”. Devolvendo o sorriso, ligou o carro. Céus! Estava ficando cada vez mais louca. E estava adorando.



Escrito por Srta. às 22h08
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23/04/2008

 

Ser mulher é padecer no paraíso. Conversava isso ainda agora, com minha vulva. Eu e ela, embriagadas pela noite constante. O que seria de nós sem ela? E dela sem nós? Seríamos bocas-vulvas? Ou vulvas-bocas? Sabiamente dá pra ser as duas... Ou funcionar da maneira mais completa possível. Dá pra ser tudo de todas as formas. E dá pra não ser nada também – basta querer. Agora, no meu diálogo de uma madrugada que não termina, em uma casa que não é minha, vejo a tal chuva. Sinto calor. Não, não expus minha vulva. Não posso. Inquietei-me na solidão de um momento crucial. Será que ela sente? Se pode pensar por si mesma, é vulva-mulher? Acho que bebi demasiadamente. Ou meu nível de perversão atingiu a estratosfera – mentira deslavada (minha perversão não conhece limites). Achei essa imagem aí de cima enquanto pesquisava (Devo acrescentar minha simpatia instantânea por ela... Deliciosamente maravilhosa) . Falta-me sono e falta-me o que fazer. Ócio criativo? Só não é quando estou dormindo – ainda assim, tenho cá minhas dúvidas. Voltando à vulva. Não sei bem. Será que choco pela crueza de minhas palavras? Acho que me tornei teatróloga-historiadora-psicóloga-astróloga – e por que não, vulvóloga? Céus! Justificarei minha loucura de agora: vinho e outras bebidas doces. Ora! Eu precisava, eu confesso. Sim, porque aqui é o lugar de confidências. Escrevi um conto que nem é conto e que me encara agora. Será que estou louca? Eu não sei dizer – de repente, parece que contenho todo o universo e ele não me contém. Estou além da chuva, do céu, da lua escondida, do mar (sim, eu pude revê-lo ainda há pouco). Abraço o mundo e tudo parece tão pequeno. De repente, as coisas soam tão simples. Até a vulva ficou simples. Devo ter perdido a vergonha na cara. Como consigo falar tão abertamente assim? Céus, céus! Onde deixei meus limites? Ainda agora, falava de teatro (isso eu faço em outro lugar, onde exibo meu olhar altivo e minha moralidade inexpugnável). Agora, já nem sei mais. Falta-me o sono. Ainda assim, cama. E boa noite.

 

 

Sim, pode não parecer, mas isso é um conto. Ou uma descrição? Ou uma narração? Pouco importa...

 

Despertai. Isso. Me surpreende que o teu corpo ainda encontre forças para dormir. E não deveria? Forças para o ócio nunca faltam. É fato, se vindo de ti. Sim, é. Não lamentas nada? E deveria? Não consigo ver teu corpo direito. Luz, para isso ela serve. És bela. Sim, eu sou. Sobra-te modéstia. E falta-te bom senso. Sorriso. Tuas curvas me deixam demasiado excitado. Anda, vem cá. Deixa minha mão descer pelo teu ventre. Adoro a forma como depila teus pêlos. São lindos. Sim, eles são. Isso, diante de mim. Sente minha mão subir pela tua perna? Ora, então te arrepias? Tua carne é doce, quase sinto o sabor com meus olhos. Tolo. Não há como sentir sabor com olhos. Tola és tu, que desconheces a essência das coisas. Ah, agora deu para filósofo? E se assim for, me abandonas? Ainda não. Gosto dos homens que pensam. Isso, sobe um pouco tua mão. Sentes a reentrância onde se encontram coxa e nádegas? Sempre tive curiosidade a respeito dela. Dize-me como é. Vira-te e eu te digo nesse instante. Pronto, de costas. Agora me dizes. Tua pele é alva e quase consigo desenhar o mapa de tuas veias pelo teu corpo. Tens alguns pêlos dourados espalhados – és gata e mulher. Deixa de poesias e responde ao que te perguntei. Ah, me perdoe. Sempre divago demais quando te contemplo. Tuas nádegas são lindas também. Aqui, onde encontram as coxas, não deixam de ser belas – são ainda melhores. Adoro contemplá-las quando te posicionas diante de mim. Como? Daquela maneira. Qual? Tu o sabes. Hoje, além de filósofo e poeta, também descobriu vocação para monge? Se assim fosse, os mosteiros de todo o mundo fechariam as portas. Quem te ouve falar imaginaria estar diante de um don Juan das arábias. Porque das arábias? Não sei. Me ocorreu serem arábias e fica por isso mesmo. Tola. Sim, eu sou. Concordas com tudo que digo. Poupa-me o esforço de discordar e guardo minha crueldade para outras ocasiões. És cruel, disso bem sei. Achas que sabe tanto assim? Desce um pouco, quero contemplar-te mais de perto. Coloca-te como a fêmea de algum canino. E agora? O que consegues enxergar? Tua vulva é de um rosa sutil. Sutil? Explica. Não é vermelho, mas não é aquele rosa das crianças. Está entre essas cores. Eu preferia que fosse vermelha – é mais excitante. Tu não precisas. Excitar-me-ia ainda que fosse azul. Não são horas para galanteios. Ocorre-te que não preciso cortejar uma vulva que se acha diante dos meus olhos? E és também atrevido. Por isso em adoras. Isso tu o dizes. E tu o demonstras. Também és modesto. Aprendi contigo. O que estás a fazer aí atrás? Apenas acariciando. Sente meu dedo? Sim. Estás úmida. As mulheres ficam úmidas quando mostram a vulva. Então deverias mostrar mais. Por que? É a mais bela flor que uma mulher pode dar a um homem. Mulheres não dão flores. Mas dão vulvas. Acaso zombas de mim? Por que? Tens um gosto doce. Ah, não. Retira tua boca daí. Tua língua também. Gemido. O que estás a fazer? Apenas te sinto. Tua língua é áspera. E tua barba rala arranha minha vulva. Gemido. Continuas a falar. Minha boca já achou com o que se ocupar. És um cafetão sem vergonha. Gemido intenso. Ah, que língua! Agora te agradas dela? Sempre. Então paro. Agora? Sim. Ainda há pouco não veneravas minha vulva? E venero ainda. Quero outra coisa. não me empurre contra a parede. Não queres? Não sei te dizer ainda. Estás a fazer charme. E se for? Violentarei tua vulva. Estás louco. Sempre. Abre um pouco as pernas. Deixe que eu contemple teu corpo encostado à parede. Ergue um pouco tuas nádegas. Assim. Por favor. Sente agora? Nada. Grito. Agora sentes? Não pode ser assim. Sentes? Grito. Teu sexo é demasiado duro para que eu o suporte. Se duro não fosse, não gritarias tanto. Toma esse dedo e sente teu gosto. Assim vais me fundir na parede. E não gostas? Sim. Tua vulva adora. Estás apertada. Sim, estou. Grito. Não grites. Estou a te fazer mal? Não. E o que é desse grito? Não te revelo. Não? Grito. Assim mesmo. Adoro ver-te ofegante e inofensiva. És cruel. Cala-te e deixa que tua vulva fale. Consegue ouvir? Grito. Isso. Grita novamente. Agora e mais rápido, sentes? Gemido. Agora tua vulva ficará como queres. Como? Vermelha. Estás louco. Apenas te faço as vontades. Não prestas. Grito. Rápido. Abre a boca agora. Geme. Grito. Gemido. Suor. Sentes o calor em tua vulva? Sinto. Também senti o teu. Não consegui controlar. Tola seria se o fizesses. Agora deixe-me ver. Isso, abre novamente as nádegas. Vermelho sangue. Um presente. 

 

P.S. Não sei dizer se isso é um conto. É algo totalmente incomum. É uma cena visualizada passo a passo no melhor estilo eu-novo. Se era pra sentir, que sentisse logo tudo, sem reservas. E se é pra escrever, que escreva sobre tudo. O essencial é não não-ser nunca. E ser eu.



Escrito por Srta. às 15h06
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21/04/2008

 

Não sei bem os motivos que me fazem escrever agora. Sinto como se ansiasse por isso, como se uma parte de mim permanecesse sombria se eu não o fizer. E assim, perco-me nas linhas despudoradas ainda não iniciadas.

Agora, dou meu corpo. Dou ele por completo. Não quero sentir o cuidado das mãos nem quero pedir por carícias aqui ou lá. Eu quero aquela entrega, a mais completa. Quero que nada previsível me aconteça – quero o sabor da novidade, da loucura, da insensatez. Não, eu não estou ansiando por carinho ou algo do gênero – nesse exato instante, enquanto fêmea, quero apenas o toque abrupto e uma relação selvagem.

 Ora, dizem alguns. - E teu rosto não se ruboriza diante de tais afirmações? Acaso sou eu defensora de minorias ou maiorias? Devo algo a alguém a ponto de precisar justificar minhas afirmações ou regulá-las de acordo a moral e os tais bons costumes?

O que posso fazer se há em mim uma fome nunca saciada? Se quanto mais obtenho, mais desejo, mais anseio? Penso no que posso escrever aqui e me ocorrem idéias lascivas. São as mais desvairadas convertidas em atitudes desavergonhadas. E eu me questiono – Quem sou eu nisso tudo?

Que culpa tenho eu se nasci vocacionada para o desejo? Se, em mim, as coisas surgem como rios vorazes ardentes e não consigo conter a ânsia de realizar-me no outro? Ó não! Não estou a dizer nem a mencionar algum tipo de dependência. Prendo-me ao lado puramente físico-sensual. Quero agora a satisfação do insatisfeito pudor que almeja por despudorar-se violentamente.

Sinto – e disso tenho certeza – a loucura de quem deseja. Em quantos momentos minha boca anseia por tocar os lugares mais ocultos e protegidos? Que culpa tenho eu se minha língua age por si mesma e percorre montes e vales arrancando gemidos desvairados de contentamento e satisfação? Boca e língua – por vezes, sou unicamente isso. Agora, unicamente boca e língua. E mãos.

Deixe-me tocar toda a extensão do seu corpo, chérie. Deixe que a fome pense e aja por si mesma. Apenas observe até onde ela é capaz de ir... E sinta, meu bem. Sinta a leveza do corpo sento tocado, revirado, saboreado. Sinta e aproveite cada segundo... Agora...



Escrito por Srta. às 15h03
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11/04/2008

"O sexo não viceja na monotonia. Sem sentimento, invenções ou surpresas na cama. O sexo deve ser misturado com lágrimas, risos, palavras, promessas, cenas, ciúme, inveja, todos os condimentos do medo, da viagem ao estrangeiro, novos rostos, romances, histórias, sonhos, fantasias, música, dança, ópio, vinho."

Anais Nin

 

Me faltam limites nesse exato instante. Cruzei a fronteira da moral sem deixar de ser ética em minhas escolhas. Agora, diante de mim, não visualizo um local onde deva ou possa parar. Me encaminho devagar, em direção ao tudo que surge diante dos meus olhos. Sou um tudo que tantas vezes pensa em ser nada. No entanto, tornei-me tudo em alguns instantes passados.

 

Inevitável não realizar as malditas comparações. Por questões unicamente físicas (mentira absurda – por questões também psicológicas) , devo deixar de lado qualquer menção ao passado e me deixar imergir na loucura do querer.

 

Recuso-me a retomar aspectos monótonos de uma vida sem sorrisos e desprovida de vermelho. Agora, como nunca foi, meus olhos me sorriem em cores quentes – também picantes e pervertidas. Confesso, inúmeras vezes questionei se a tal dança do sexo não seria algo puramente instintivo e bárbaro. Ouso dizer que é... Apesar de sê-lo, não perde o brilho de satisfazer loucamente quem nele se envolve.

 

Um querer genuíno, um encaixe quase perfeito (a perfeição é para os deuses, devo dizer), uma mescla de sentimentos que despertam, atiçam e enlouquecem. Um sexo que é dança, que é insanidade e não conhece limites. Uma mão que não se envergonha em explorar. Uma língua que não teme os caminhos que percorre – muito menos as palavras que sussurra.

 

Digo, sem medo: o querer desenfreado materializado em sexo inebria. É como se rios de vinho substituíssem o sangue que corre em minhas veias. Já não sou carne e sangue, sou corpo e embriaguez, sou loucura amoral e despida de máscaras.

 

Ainda hoje, me questiono até onde alguém está pronto para receber tanto. Durante anos, eu estive aqui, sabendo até onde poderia ir. Agora que sei que inexistem limites (embora me prenda aos laços do respeito e do carinho mútuos – que são inafastáveis), me pergunto até onde posso ir com. “Ir com” já não sou eu – é o outro, aquele que está fora do meu corpo mas que tantas vezes nele pôde permanecer.

 

Em um determinado momento da vida, descobrir-se enquanto ser sexual e erótica é um presente. Agora, que tenho nas mãos a certeza do que sou e do que me faz bem, sei até onde posso ir, sei quando devo voltar. Já diria Anais (abençoada em seu leito e em suas palavras), descobrir-se é a melhor aventura que pode existir (interpretação minha, devo dizer). E uma vez descoberto, uma vez diante do nosso Pierre, tudo o mais soa natural e inebriante.

 

Quanto aos restos, deixo-os para mais tarde. Estou enfastiada dos ‘lugares comuns’, dos ‘seres comuns’. Há muitas maneiras de viver a vida. Eu fiz a minha escolha e nunca mais poderia olhar a vida como antes. Seria como desprezar quem sou, o que quero, o lugar onde cheguei.

 

E encerro com Clarice... Sim, você (ou quem quer que seja) pode me empurrar do mais alto penhasco. O problema é que aprendi... e adoro voar. Não sou mais a mesma.

 

P.S. Um ser é fruto de um conjunto de fatores externos e internos. Internamente, são predisposições, personalidade, vontades, desejos. Externamente, são pessoas, livros, situações, fatos. E eu, mais do que nunca (não importa o que virá, pois sei que tudo há de passar), agradeço. E, por gratidão, nunca deixarei de ser eu de novo. Somente eu, e mais ninguém.

 



Escrito por Srta. às 15h01
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11/04/2008

Estava vestida para deixá-lo louco. Sabia o quanto ele estaria cansado. No entanto, o que pretendia fazer exigiria pouco dele. Quase nada, na verdade. Sorri, ajeitando o cabelo no espelho. A maquiagem realçava o olhar provocante. Me dirigindo ao quarto, verifiquei os brinquedos que utilizaria. Dessa vez, seriam muitos. As músicas do cd haviam sido escolhidas cuidadosamente. Pacientemente, aguardei. Silenciosamente, no escuro, ouvi quando chegou. A voz chamando meu nome era inconfundível. Sorri. De onde estava, vi quando se dirigiu ao quarto e deitou na cama. Novamente, chamava meu nome. Caminhando languidamente em direção à porta, ajustei o roupão de cetim. O olhar surpreso não disfarçava a vontade. “Saudade de você”. “É amor? Também estava com saudade”. Lentamente, me dirigi à cama. Sentando ao seu lado, passei as unhas sobre a camisa, descendo pela calça. “Você demorou”. Pegando suas mãos, ergui sobre a cabeça. Buscando as algemas, prendi as duas cuidadosamente. “O que você está fazendo?”. Sorri, olhando em seus olhos. Desci a boca, lambendo cuidadosamente. Com a língua, desci pelo pescoço, arrancando um suspiro. ‘E então, amor. O que você vai fazer agora?”. Me erguendo, apaguei a luz do quarto. Colocando o cd, vi quando seus olhos confusos buscaram os meus. Buttons. Uma música perfeita para o que pretendia fazer. Me colocando aos pés da cama, contemplei o corpo delicioso. Devagar, abri o roupão de cetim. Não escondi o sorriso ao ver o olhar de admiração e vontade. Usava um taileur preto,apertado. A saia curta exibia minhas pernas. Dançando no ritmo da música, comecei a abrir cuidadosamente a blusa. Enquanto dançava, olhava em seus olhos. Podia ver o quanto estava com vontade. Me aproximando, encostei na parede. Me esfregava nela, subindo e descendo lentamente enquanto dançava. Jogando a blusa sobre seu peito, sorri. Exibindo a camisa branca, me aproximei. Descendo o corpo, busquei seus lábios, mordiscando de leve. Me dirigindo à escrivaninha, busquei a taça de vinho. Bebi o conteúdo de uma única vez. Queria estar completamente desinibida. Ainda dançando, comecei a desabotoar a blusa. Dessa vez, estava diante de seu rosto. Retirando por completo, sorri, safada. Era apenas o começo. Exibindo uma lingerie preta, dançava languidamente. Subindo na cama, me coloquei sobre seu peito. Descendo a mão, acariciei o pescoço e deixei que meus dedos percorressem os lábios. Rebolando lentamente sobre seu peito, comecei a abrir o zíper da saia curta. Retirando, joguei sobre seu rosto. O olhar confuso contemplava o meu. “Como você se sente, meu bem? Tão indefeso agora...” Safado, sorria. Retribuindo o sorriso, me ergui. Descendo até suas pernas, desabotoei a calça. “Já disse que suas calças atrapalham muito a minha vida, meu bem?”. Arranhando a barriga devagar, desci a calça. Buscando seus olhos, acariciei meu objeto de desejo. Era delicioso tê-lo diante de mim novamente. Passando as unhas, senti o membro enrijecer ainda mais. Sorri. “Ah amor, mas você já está assim? A noite apenas começou”. Olhando em seus olhos, baixei a cabeça. Com a língua, acariciei apenas a cabecinha. Descendo mais a boca, comecei a baixar os lábios sobre o membro. Devagar, molhava toda a extensão dele até engoli-lo completamente. Era delicioso tê-lo dentro de minha boca. Lentamente, comecei a subir e descer. Dentro da boca, realizava movimentos com a língua, acariciando o membro duro. Adorava passar minha língua nele enquanto engolia por inteiro. Aumentando o ritmo, comecei a sugar mais depressa. Buscando seus olhos, notei o quanto estava satisfeito. Repentinamente, parei. “Ah amor, continua”. Sorri. Me erguendo, derramei leite condensado sobre o pênis duro. Desci o rosto devagar, lambendo a cabecinha. Aos poucos, aproximei os lábios e desci, sugando por inteiro. Saboreava deliciosamente o membro duro dentro de minha boca. Sugava como a um doce, com avidez e diversão. Olhando em seus olhos, notei o quanto estava louco. Me colocando de quatro, caminhei languidamente em direção a ele. Fazia isso com suavidade, percorrendo o peito com minhas unhas. Sorrindo, levei um dedo meu até sua boca. “Vamos amor, hora de sugar um pouquinho”. Senti os lábios umedecerem cada um dos meus dedos. Com um sorriso cínico, me ajeitei sobre seu peito, sentando. Desci novamente minhas mãos, dessa vez arranhando o pescoço. Rapidamente, desci minha mão em seu rosto, deixando estalar num tapa. Em retribuição, um sorriso. “Cadela”. “É amor? Porque?”. Outro tapa. Adorava fazer aquilo e sabia que ele não teria como se defender. Devagar, desci o corpo, sentando exatamente sobre o membro duro. “Ah amor... faz isso não”. “O que, meu bem? Não estou fazendo nada”. Disse isso rebolando devagar, me encaixando. Com as mãos, espalhei um óleo sobre a pele, massageando. Adorava senti-lo sob minhas mãos... Descendo o corpo, passei a língua levemente. Senti meu corpo ser jogado pra cima quando toquei a língua em seu corpo. O óleo esquentava o local onde minha língua percorria. “Meu deus... Pára com isso... Não vou suportar”. Sorrindo, continuei. Devagar, saboreava todo o peito com minha língua. Arranhando a barriga com minhas unhas, intercalava lambidas e beijos por todo o corpo. “E então, amor? Está gostando?”. Continuei lambendo seu corpo suavemente. Me erguendo, rebolei sobre o membro duro. “Acho que estou com vontade de sentir você agora amor...”. Sorri, safada. Afastando um pouco a calcinha, posicionei o membro duro na minha entrada. Rebolando sobre ele, sentia deslizar em minha umidade. Estava completamente molhada. Lentamente, desci o corpo deixando o membro duro penetrar em mim. Totalmente encaixada, rebolei suavemente. “Consegue me sentir agora, meu bem?”. Louca de vontade, comecei a rebolar um pouco mais rápido. Podia sentir o membro duro em meu interior, me preenchendo. “Está vendo amor? Uma pena que você não possa fazer nada, não?”. Comecei a me movimentar, subindo e descendo. Estava descontrolada. Subindo e descendo, rebolando, contemplava o olhar louco. “Por favor, meu bem... tire as algemas”. “Não”. Sorri. Indo e vindo cada vez mais rápido, senti o corpo se erguer sob o meu. Parando de me mover, sorri. “Quem disse que eu quero que você faça alguma coisa?”. Desapontado, seus olhos buscaram os meus. Reiniciei os movimentos, subindo e descendo. Cavalgava o membro duro com maestria e vontade. Estava completamente entregue ao desejo de possuí-lo daquela forma. Cada vez mais rápido, gemia alto. Podia ouvir o gemido tímido que saia de seus lábios. Sorrindo, coloquei uma mão sobre o peito. Cavalgava completamente à vontade. Subindo e descendo, senti o membro quase sair de dentro de mim. Indo cada vez mais rápido, ouvi sua voz implorar por meu gozo. “Amor, por favor.. goza agora... eu não agüento mais.. preciso ir junto contigo”. Com um ar sério, busquei seus olhos. “Não quero agora”. Continuei indo e vindo até me retirar por completo. “Não, não.. Não pára, meu bem”. Descendo o corpo, busquei o membro duro e ainda úmido com meu líquido.

Agarrando com uma mão, desci os lábios ávidos por satisfação. Engoli de uma única vez e comecei a mover a boca com rapidez. Estava louca de vontade de engolir cada gota. Sem parar, continuei indo e vindo, massageando o membro duro com minha língua. Sorrindo, ouvi o gemido descontrolado. “Vou gozar amor... agora”. Senti o líquido quente invadir meus lábios e retirei o membro de minha boca. Espalhando o líquido pelo meu rosto, saboreei. Era delicioso. Sugando cada gota, olhava em seus olhos. Estava satisfeito, apesar de indefeso. “Louca”. “Não amor... Sou completamente normal”. Me colocando de quatro, sorri. “Agora me solta meu bem... Preciso dormir”. “Não amor... Esqueci de dizer que a noite está só começando... Ainda tenho muitos planos pra você...”. Me colocando sobre seu peito, desci meus dedos, me tocando. “Ainda estou bem molhada e está na hora de você me deixar sequinha”.

 

Continua...

 



Escrito por Srta. às 15h00
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04/04/2008

Um retorno regado a vinho, devo dizer. Cá estou eu, de volta à minha casa, ao meu mundo. Romanticamente, ouso dizer que uma parte do que sou permanece lá. Como se uma transferência gratuita e inconseqüente houvesse sido feita sem minha autorização. No entanto, referendei todos os atos e palavras. Com uma certeza que assusta meus pobres lábios, pronuncio “sou dele”. Sim. Antes, eu já era. Agora, sou por inteiro.

 

Estou de volta ao Des e dessa vez volto por inteiro. Devo dizer que concretizei todos os meus objetivos e cheguei aonde pretendia chegar. E em breve, estarei de volta. Agora, inicio uma era de verdadeiras ‘confidências’. Dessa vez, escreverei sobre luxúria e desejo como quem contempla a si mesmo num filme colorido e movimentado.

 

Me deixo perder nas linhas... e já me perdi nas palavras, nos toques, no ser. Agora, ouso dizer, sou eu. Sem máscaras, medos, pudores, ressalvas. E que seja delicioso. Sento-me diante do palco e saboreio o vermelho das cortinas. É carne e sangue. Eu. Um sorriso sutil, inocente. E alguns passos.

 

De volta.

 



Escrito por Srta. às 14h59
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04/03/2008

 

Insone, me peguei (re)lendo Anais. Hoje, “Elena” preencheu meus minutos inquietos que beiram a entrada no mundo dos sonhos. Ali, dentro dela e entremeada em seus desejos e fixações, me vi. “Quanta petulância!”, diriam alguns. Me encontrei, me perdi. Como num filme, vi as loucuras, a entrega, o amor submisso e constante. Questionada por minha razão, estipulei um prazo para os quereres desenfreados: “A quanto tempo são capazes de resistir?”. Diante dos meus olhos, teatros enciumados, gestos descorteses, falsidade e arrogância. O que quererá de mim o querer que não se mostra? E quanto me digno a oferecer? Dentro de mim, uma batalha se trava. Onde quer que eu vá, sinto. E por sentir tanto, minha razão me tortura. Sinto como se fosse enlouquecer! Busco Anais, avalio suas palavras, estudo suas soluções. Algo há de me servir? Como Elena pode se abrir tanto e encontrar o bálsamo que regou seus dias? Como esse mesmo bálsamo da luxúria e da paixão podem me afetar tanto a ponto de preferir o irracional ao sensato? Queria eu que realmente estivesse aberta para as tais ‘novas experiências’. Tudo seria tão simples se assim fosse!

 

Teatro ensaiado. Humor alterado.

 

Sinto-me louca. E agora, digo diretamente, sem pudores. Ele me revirou, me abalou, me deixou completamente inconstante. Digam alguns “Passará!”. Ah, sim. Há algo que não passa? Eu quero a saciedade desse querer. Ou sinto o sabor entre meus lábios ou me entrego aos cuidados gentis a que se submetem os desprovidos de equilíbrio mental. Já nem equilíbrio possuo! “Sorri”, dizem uns outros. E não estou cá a sorrir?

 

Novos humores.

 

Vejamos o que me ocorre. Ou melhor, a que idéias me submeto nesse instante. De pés firmes no chão e cabeça erguida, eu ouso. “Enfrentas ou foge?”. Simples, não? Quem se importa?

 

O que eu quero?

 

Diversão? Sim, sim. Diversão descompromissada, descompassada, sem ritmo e inconstante. Desde que atenda pelo desígnio inicialmente dito por Diversão, eis que me ofereço para o abate. É sim, quero Diversão. A diversão com maiúscula, porque diz bem mais do que se pode supor.

 

Vãs, vãs, vãs. Ou te adoro ou te odeio. Maniqueísta por excelência, eu te pergunto: “O que hás de querer?”. Hora de dizer ou calar. Se cala, parto. Se dizes, talvez fico.

 

Normalidade instantânea? Tanto só pra dizer em uma palavra? Romantismo. Quero-te ontem, quero-te hoje. O amanhã, que logo se avizinha te quer também? Sei de mim, que te quero. Falta pouco, muito pouco. Pouco e ainda menos quando o sol despertar.

 

Incompreendida, sem sentido, sem métrica ou vocabulário atencioso. Que me importa? Escrever com alma é, repito, psicografar o sentir. E digo: trata-se aqui de uma confidência transmutada em confusão e loucura.

 

E, por fim, digo o que há de calar um dia: adoro-te como quem respira. Do ar que busco, busco a ti, que preenche, que inebria, que invade.

 

E Elena? Não se perdeu de Pierre. Achou-se a si mesma em outros braços, em outra boca, em outro membro, em outra vulva. Apesar disso, haveria de existir sempre Pierre. Daí, nasce o medo que sinto. Pierre e Elena... Até quando Pierre?



Escrito por Srta. às 14h58
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03/03/2008

Não suportava mais aquela troca de olhares. Eu sabia o quanto ele me desejava. Sempre que podia, suas mãos me acariciavam de uma forma mais insinuante. Estava louca para ficarmos juntos. No entanto, era praticamente impossível acontecer alguma coisa entre nós. Casa cheia, crianças pegando no meu pé. Vez ou outra, arriscava enviar mensagens picantes e sorrir vendo o quanto ele ficava desconfiado ao recebê-las. Naquele instante, estava sentada ao seu lado na mesa. Suas mãos comportadas não arriscavam um toque mais lascivo. Cruzando as pernas, pousei uma mão em seu ombro. Com a maior naturalidade do mundo, falava baixinho o quanto gostaria de ser possuída. “Amor, estou com tanta vontade de ter você...” Retribuindo meu olhar, sorria. Um sorriso safado, discreto. Por minutos que pareciam horas, permaneci ali. Aproveitando um raro momento de solidão na sala, arrisquei um beijo devasso. As mãos seguraram meu corpo, pressionando contra o assento da cadeira. “Não faça isso aqui... Por favor...” Sorri, safada. Adorava provocá-lo daquela forma. Me erguendo, avisei que desceria um pouco. Precisava ficar a sós com ele. Mais relaxado, senti a mão buscar minha cintura enquanto descíamos as escadas. “Eu não agüento mais... Preciso ter você... Logo”.  Passando os dedos em seus lábios, sorri. “Ah amor, você sabe que não pode”. Quieta, ocultava minhas intenções. Pretendia tê-lo ali, naquele instante. Buscando sua mão, deixei que sentasse no canto mais escuro do play do prédio. Ainda de pé, me coloquei entre suas pernas. Há muito queria desfrutar sua boca. acariciando o rosto com os dedos, desci pelo pescoço. Contemplava seus olhos com uma sede que era quase palpável. Suas mãos desceram lentamente por minha cintura. Insinuante, uma delas pousou sobre a saia, me apertando. Sorri. Descendo o corpo, busquei os lábios deliciosos num beijo lento. Sugava a língua dentro de minha boca como há muito não fazia. Devagar, mordiscava os lábios, lambendo-os e beijando novamente. Minha língua percorria o interior da boca macia com suavidade. Deixando um joelho entre suas pernas, inclinei o corpo ainda mais. Buscando sua língua com a boca, sugava a língua lentamente. Intercalava pequenas mordidinhas nos lábios com beijos mais profundos. Adorava sentir a língua percorrer minha boca por completo. Sentia o ritmo acelerado da respiração e as mãos que me agarravam com firmeza. Se erguendo por completo, me pressionava contra a parede. “Não, meu bem. Alguém pode nos ver...” “Quem se importa? Estou louco por você. Não é possível que nem te beijar eu possa”. Sim, ele podia. Devia, na verdade. Erguendo uma perna, puxei seu corpo contra o meu. Uma mão desceu pelo meu bumbum, me erguendo. Gemi em seus lábios. Podia sentir a pressão do membro duro entre minhas pernas. Minha saia já estava completamente erguida. Empurrando seu corpo, fiquei parada, olhando seu olhos. As mãos buscavam minha cintura, me trazendo pra perto. “Não meu bem, aqui não”. “E porque você me provoca tanto se não podemos fazer nada agora?”. Em resposta, sorri devassamente. Desci minha mão por dentro da saia, me tocando. Estava molhada. Muito. Seu olhar era de confusão e loucura. molhando meu dedo em meu líquido, levei até seus lábios. “Sente, meu bem. Não é delicioso?”. Empurrando o corpo e andando languidamente, sorria. “Quer agora, meu bem?”. Me agarrando novamente, senti os dedos fortes pressionarem minha pele. Doía. “Calma, meu anjo. Vem comigo. Quero te mostrar uma coisa”. Puxando pela mão, fiz com que viesse atrás de mim. Certificando-me de que ninguém veria, caminhei em direção ao banheiro do play. Abrindo a porta com cuidado, mostrei um cantinho escuro. Seus olhos buscaram os meus, agradecidos. Fechando a porta atrás de nós, sorri. “E então amor? Aqui podemos namorar direito?” Em resposta, meu corpo foi empurrado contra a parede. Senti os dedos descerem por minha calcinha, arrancando-a. “Ah safadinha, essa você vai deixar no meu bolso agora. Vai voltar pra casa sem nada por baixo.”. “E quem disse que preciso dela, meu bem?”. Um dedo desceu por dentro de minha saia, me invadindo. Senti a pressão de ser invadida por ele. Com movimentos circulares, buscava me deixar ainda mais molhada. Minha boca era sugada com avidez. Louca, empurrei o corpo contra a porta, retirando o dedo de meu interior. “Não”. “Como é?”. Calei seus lábios com um dedo. “Não quero que faça barulho”. Devagar, desci o short. Encontrei o membro duro sob a cueca. Podia senti-lo completamente pronto para me invadir. Mas ainda era cedo. Sorrindo, mordiscava seus lábios enquanto acariciava a glande com suavidade. Me ajoelhando, olhei em seus olhos. Apesar da escuridão, podia ver a loucura delineada no olhar. “Cachorra. Então pra isso você me trouxe aqui?”. Lambendo apenas a cabecinha, sorri. “Não, cachorrinho. Não trouxe você aqui só pra isso”. Massageando a glande com meus dedos, passava a língua vez ou outra, sentindo o gosto do membro duro. Descendo minha mão por ele, senti a dureza. Adorava senti-lo daquela forma. Com a boca, lambi embaixo. Comecei pelas pernas, entre elas. Sentia os pêlos que se perdiam em minha saliva. Subindo com a língua, senti o quanto era duro. Percorrendo toda a extensão dele, lambi de uma única vez. Era delicioso. Dentro de minha boca, deixava minha língua saboreá-lo com intensidade. Suavemente, desci minha boca, engolindo-o inteiro. Adorava quando podia tê-lo entre meus lábios. Devagar, indo e vindo, comecei a sugá-lo. Suas mãos desceram pelos meus cabelos, agarrando com delicadeza. Chupava o membro cada vez mais rápido, como se quisesse engoli-lo por inteiro. Parando, olhei em seus olhos. “Continua amor. Quero gozar agora”. “E quem disse que eu quero que goze agora?”. Me erguendo, busquei os lábios, mordiscando. “Você não pode fazer isso, meu bem. Que tipo de cadelinha deixa o dono insatisfeito?”. Descendo as mãos, encontrei o membro ainda duro e úmido com minha saliva. Massageei suavemente. Sussurrando em seus lábios, falei todas as loucuras que queria fazer. Me virando de costas, esfreguei o corpo contra o seu. Ergui minha saia, ficando completamente exposta. “E então, amor?”. Bruscamente, suas mãos me empurraram contra a pia. Sorri. Era exatamente daquela forma que o queria. Louco, insano. Uma mão desceu por meu interior rapidamente. Minha cintura foi arrastada contra seu corpo e senti o membro duro entre minhas pernas. Se esfregando em mim, senti enquanto ia e vinha. Rebolando devagar, virei o rosto. “Aqui, amor?”. “E porque não? Ou você quer me dizer que veio aqui só pra me provocar e voltar pra casa?”. Erguendo um pouco o corpo, senti quando o membro se insinuou entre minhas pernas, querendo entrar. Descendo minha mão, direcionei a cabecinha em minha entrada. Não deveria aprontar ali, mas não suportaria voltar pra casa insatisfeita. Rebolando, me empurrei contra seu corpo, sentindo o membro duro penetrar completamente. “Isso cadelinha. Mostra o quanto você está louca para me dar.” Dentro de mim, começou a se mover devagar. Gemendo baixo, sentia cada estocada. Era delicioso. Aumentando o ritmo, começou a me penetrar com violência. Ergui o corpo, ficando ainda mais empinada. Estava completamente exposta e podia sentir o corpo se chocar contra o meu. Um misto de dor e prazer faziam meu corpo tremer. Estava louca, descontrolada. Rebolava, me deixava perder. Sentia o pênis duro me invadir. “Vai cachorrinha, geme. Geme alto e mostra pra todo mundo o quanto você adora dar pra mim.”. Mordendo os lábios, contive um grito. Indo e vindo, indo e vindo. Completamente ofegante, ouvia palavras devassas serem ditas próximas à minha nuca. Adorava tudo aquilo. Arranhando as unhas na parede, senti o gozo quente dentro de mim. Um tremor percorreu meu corpo e gozei. Estava completamente satisfeita e sem forças. Retirando-se de mim, me virei, olhando em seus olhos. Estava suada e cansada. A boca buscou a minha com suavidade. Descendo pelo meu ouvido, sussurrou baixo: “Já sei onde trazer você quando quiser te provar”. Sorri, ajeitando a roupa.



Escrito por Srta. às 14h55
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28/02/2008

Naquele dia, as coisas seriam diferentes. Era a primeira vez que realizaria uma fantasia antiga. E sabia que aquela também era uma fantasia dele. Havia escolhido uma saia curtíssima e uma blusa justa e decotada. Um salto alto e a maquiagem pesada finalizaram a produção. Unhas e lábios estavam pintados de vermelho, combinando com a personagem que eu representaria. Naquela noite, faria tudo o que desejava há muito tempo. Seria dele e agiria como uma desconhecida. Excitada com a loucura que pretendia fazer, liguei, marcando um encontro. Do outro lado, a voz ainda era desanimada. “Queria te pedir para me buscar. Você pode?” Sim, ele podia. Estava louca para reencontrá-lo. Um táxi me levou até a rua onde esperaria por ele. Sabia dos riscos que corria, mas era inevitável não estar ali: fazia parte da fantasia. Com os olhos, percorri a rua em que estava. A quantidade de mulheres que se exibiam em trajes sumários era imensa. De pé, um frio percorreu meu corpo. Estava excitada. Quieta, aguardei. Satisfeita, sorri quando um carro me abordou. Aquele era um sinal de que a personagem era convincente. Não tão longe, notei quando seu carro se aproximou. Parando ao meu lado, sorri. “Interessado em um programa, senhor?”. Notei o sorriso safado que se delineou em seu rosto. Estava absurdamente satisfeito. “Quanto você cobra?”. Interpretando, ofereci meu preço. Receberia pelo serviço prestado. Já dentro do carro, me portei como uma completa desconhecida. “Vamos, meu bem. A noite é longa e quero que você comece logo”. Sorri. “Quanto mais eu fizer, mais caro será”. “Pago o preço que for”. Com as mãos ágeis, desabotoei o cinto e abri o botão da calça. Descendo a cabeça até ele, lambi o membro duro. Sem conseguir resistir, desci meus lábios por ele, engolindo. Era delicioso. Passando os dentes de leve, subia e descia a cabeça enquanto ele dirigia. Chupava com gosto, sentindo o pênis duro entrar e sair entre meus lábios. Uma mão agarrou meus cabelos. “Isso putinha, chupa direito”. Ainda mais excitada, continuei a sugar. Indo e vindo com a cabeça, não me dei conta de quando chegamos ao motel. “Não, putinha, não quero que pare”. Sem parar, continuava chupando seu pênis com gosto. Indo cada vez mais rápido, queria engoli-lo inteiro. Bruscamente, uma mão segurou meus cabelos, me erguendo. “Saia do carro agora”. Obediente, saí. Caminhando em sua direção, rebolava devagar. Estava excitada com a personagem. “E então, amor, o que você quer que eu faça?”. Uma mão forte me agarrou e me empurrou contra o carro. Pressionando o corpo contra o meu, sua língua desceu pelo meu pescoço. Mordia cada pedaço como se quisesse arrancar. Com violência, se esfregava entre minhas pernas. Sorri safada quando fui empurrada contra o capô do carro. Minhas pernas pendiam, me deixando exposta. Ágeis, suas mãos buscaram minha calcinha, rasgando-a com força. “Pensei que putas já andassem prontas para serem comidas”. Mordi os lábios. Sem qualquer aviso e erguendo minhas pernas, arrastou meu corpo. Estava completamente exposta. Senti quando minhas pernas foram colocadas em seu ombro e quando o pênis duro buscou minha entrada com voracidade. De uma só vez, me estocou. Gritei. “Isso, putinha. Grita alto, vai” Estava completamente entregue. As mãos abriram ainda mais minhas pernas, me deixando totalmente desprotegida. Começando a ir e vir, sentia o corpo bater contra o meu. Seus gestos eram bruscos e violentos. Aumentando o ritmo, me penetrava cada vez mais fundo. Um misto de dor e prazer se encontravam dentro de mim e gemi baixo. Buscando apoio no carro, gritei. Sem diminuir o ritmo, o membro duro me invadia com força. Uma mão segurou minha cintura enquanto a outra estalou em meu rosto. Uma mistura de loucura e medo invadiu meus pensamentos. Sem parar, seu corpo buscava o meu com voracidade. Estava louco. Indo e vindo com violência, senti quando o líquido quente me preencheu. Cansado, seus olhos buscaram os meus. Retirando o membro do meu interior, uma mão me arrastou, me fazendo subir as escadas. Abrindo a porta, fui jogada sobre a cama. Arrancando de vez a calça, um olhar lascivo buscou o meu. “Vamos, cadelinha. Ainda quero fazer muita coisa hoje”. Sorri, passando a língua nos lábios. Indo em sua direção, me ajoelhei. Ao meu lado, notei os espelhos que estavam por toda parte. “Hora de trabalhar, hein? Deixa ele durinho de novo agora”. Sim, eu deixaria. De joelhos, busquei o pênis, acariciando com minha mão. Contemplando seus olhos, visualizei um lampejo de prazer. Lambendo mais embaixo, coloquei um dos testículos na boca. Devagar, saboreando. Minha língua percorreu toda a base do pênis com presteza. Subindo até a glande, saboreei o líquido que ainda restava. Era delicioso. Engolindo o membro, olhei no espelho. Era maravilhoso tê-lo na boca daquela forma. Podia ver meus lábios vermelhos sugando seu pênis, deixando-o completamente rijo. Indo e vindo com os lábios, chupava ardorosamente. “Isso prostitutazinha. Mostra o que você sabe fazer com a boca. Só vou te pagar se fizer direito”. Sorri. Meus lábios continuaram a buscar o membro duro, indo e vindo. ‘Pára agora. Quero que você suba na cama e fique de quatro pra mim. E quero agora.” Obediente, me ergui. Subi na cama devagar, rebolando. Podia ver o sorriso de satisfação em seu rosto através do espelho. De quatro, me virei. “Assim que quer?”. “Exatamente assim. Só quero que vá um pouco mais para o meio da cama.” Obedeci. Rebolando novamente, me dirigi ao meio da cama. Estava completamente exposta. Empinando um pouco mais o bumbum, virei o rosto em sua direção. ‘Quero que se toque agora”. Descendo a mão, busquei meu interior. Ainda podia sentir a umidade do gozo anterior. Devagar, comecei a me tocar, rebolando em meus dedos. Era excitante fazer aquilo. “Isso, cadelinha. Mostra o que você sabe fazer”. Completamente esquecida de mim, aumentei a fricção dos dedos. Estava louca para gozar. Gemendo, enlouquecia gradativamente. Senti quando seu corpo buscou o meu. De joelhos, se aproximou, apontando o membro duro em meu interior. Pincelando devagar, senti quando colocou a cabecinha. Devagar, se colocava dentro de mim. Uma mão buscou minha cintura, me agarrando e me deixando ainda mais empinada. “Assim. Fique empinadinha”. Eu já estava. Rebolando em seu membro, senti quando entrou por completo. O peso do corpo caiu sobre o meu e gemi. “Gosta de dar assim, vadiazinha? Acho que toda puta adora, não é?” Rebolando, sentia o membro ir e vir dentro de mim. Estava completamente insana. Louco, uma mão agarrou meus cabelos e a boca buscou meu ombro. Mordia com vontade, me deixando marcada. Atrás de mim, seus movimentos eram rápidos e fortes. Indo e vindo cada vez mais rápido, sentia o membro duro me preencher. Descontrolada, não esbocei reação alguma quando seu dedo me tocou em outro lugar. Devagar, senti a pressão que exercia à medida que o membro duro entrava e saia de mim. Agarrando os lençóis, senti o dedo invadir meu interior. Devagar, indo e vindo, seu dedo acompanhava o ritmo do membro duro. Gemi alto, mordendo os lábios. Não queria ali. Não ainda. Indo e vindo cada vez mais rápido, senti o corpo bater de encontro ao meu. Rebolava devagar, sentindo o membro duro me preencher. Devassa, insana. Estava entregue a ele. Gemendo alto, senti o gozo me invadir mais uma vez. Gritei, descontrolada. Caindo entre os lençóis, senti o peso do corpo contra o meu. O membro duro ainda me preenchia. Sorrindo, agradeci. Era delicioso. *

 

*Continua...

 



Escrito por Srta. às 14h55
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25/02/2008

 

Quem sou eu hoje?

Pra começar, estou insatisfeita. Insaciável eu sempre estou, mas hoje, estou insatisfeita. Não uma insatisfação referente a prazeres quaisquer. Minha insatisfação é puramente sexual. Quero ser saboreada hoje. Nada de carinhos ou corte masculina. Quero as mãos firmes arrancando minha roupa, me jogando numa parede e me possuindo com força e voracidade. Não quero flores nem que abram a porta do carro pra mim. Eu só quero o sexo, puramente. Quero o beijo abrasador que desperte em mim um desejo tão intenso que eu me entregue onde estiver. Que minha boca não profira palavras doces ou de cuidado. Quero falar as mais torpes coisas e experimentar as mais impossíveis posições.

Hoje, eu não quero carinho. Estou pouco me lixando para compromissos ou carências, hoje eu não pertenço a ninguém. Quero passear a boca por um corpo qualquer (porque hoje, quero que ele seja um qualquer). Quero que minha boca macia saboreie um membro duro por longos minutos e que eu possa sentir o sabor delicioso de um homem. Quero que as mãos insanas guiem minha cabeça, puxem meus cabelos com posse. Quero sentir um homem aqui, nessa boca. Quero agora. Desejo.

Hoje, acho que não acordei santinha (acho? Tenho certeza de que não!). Despi minhas vestes de garota de família. Hoje, sou uma mulher como outra qualquer. Cônscia de mim, dos meus desejos. Não sou um rótulo nem outro qualquer. Não sou freira, nem sou puta. Sou ambas. Sou tudo e quero tudo. Hoje, quero apenas sexo. O resto? Deixo pra querer amanhã.



Escrito por Srta. às 14h52
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25/02/2008

 

Era a primeira vez que entrava no quarto dele. Antes, todas as loucuras haviam sido experimentadas em outros cômodos ou lugares. Nunca ali. Percorrendo o local com o olhar, notei a cama de solteiro. Seria interessante dormir ali e sentir o corpo dele colado ao meu. Andando em direção à janela, abri. Lá fora, a vista era linda. O ar fresco e o verde estavam por todo lugar. Da janela, podia avistar outras casas e as pessoas que passavam na rua. Debruçando sobre ela, contemplava o nada, quieta. Ainda não estava cansada de tudo aquilo. Pelo contrário, nunca antes eu me sentira tão insatisfeita e insaciável. Queria experimentá-lo mais uma vez. Chamando seu nome, me assustei ao notar que ele me observava encostado na porta. “Vem aqui, amor”. Caminhando em minha direção, os olhos lascivos buscaram os meus. Sabia que nenhum dos dois estava satisfeito. Debruçada novamente na janela, continuei quieta. Postado ao meu lado, uma mão acariciou minha cintura. Sorri. Adorava aquele gesto tolo e que me dava tanto prazer. “Com vontade, amorzinho?”. Eu sempre estava com vontade. Era impossível não querer. Descendo mais a mão, senti quando acariciou meu bumbum sobre a saia curta. “Você adora saias curtas, hein?”. “Como se você não adorasse também”. Sorri. “Elas facilitam as coisas”. Em segundos, as mãos fortes me trouxeram pra perto, colando o corpo ao meu. Atrás de mim, senti quando afastou meus cabelos com delicadeza. “Aqui não amor... Temos uma cama agora, esqueceu?”. Em resposta, uma mão desceu por minha saia, invadindo meu interior. Senti a calcinha descer devagar, sendo puxada pelos dedos ágeis. “Não amor...”. Um arrepio percorreu meu corpo quando a boca beijou minha nuca. Um beijo molhado, lento. “Não quer amor? Se você não quiser, eu paro agora”. Não queria que parasse. Sabia que as pessoas continuavam passando na rua, mas não queria parar. Esfregando o corpo contra o meu, senti o volume entre suas pernas. O corpo pressionava o meu contra o parapeito da janela, me deixando completamente exposta. Minhas mãos buscaram apoio na janela, tentando disfarçar o que acontecia. Novamente a boca subiu pela minha nuca, beijando. Em meu ouvido, sussurrava palavras loucas. Sim, mais uma vez eu queria. Estava louca para me entregar a ele. Era assim todo o tempo. Erguendo um pouco o corpo, deixei meu corpo ainda mais exposto. A saia curta subiu devagar, me deixando completamente entregue. Rebolando devagar, senti o volume sobre a calça. Uma mão desceu pela minha cintura, colando nossos corpos. Movendo-se atrás de mim, pressionava meu corpo contra a parede. Cravando as unhas na janela, ergui o corpo. Adorava quando ele me tomava daquela forma. Não havia saída. Contemplando a rua, as pessoas continuavam andando normalmente. Contive um gemido quando a mão desceu pela minha cintura e buscou meu interior. “Molhadinha amor? Quer me dar agora, hein?”. Sim, eu queria. Notei quando desabotou a calça devagar, deixando-a cair. “Amor... Vamos pra cama... Aqui podem notar”. “Não, cadelinha. Você não disse que queria experimentar tudo? Aqui você só vai precisar se controlar e manter sua carinha de santa enquanto dá pra mim”. Mordi os lábios. Ele sabia como me deixar louca. Completamente entregue, senti quando a mão guiou o membro até mim. Pincelando devagar, colocou apenas a cabecinha. Sorri. Adorava a possibilidade de fazer daquela forma. Estava completamente entregue a ele. De uma só vez, estocou em mim enquanto sorria. Minhas mãos buscaram apoio na janela e contive um grito. Indo cada vez mais fundo, gemi baixo. “Lembra amor? Você precisa ficar quietinha e fazer cara de santa”. Me virando, contemplei os olhos devassos. “Como você quiser, cachorrinho”. Estocando rápido novamente, contive outro grito. Sorri. Senti quando o membro duro começou a ir e vir em mim. Na rua, as pessoas passavam, alheias ao que acontecia na janela. Se movendo devagar atrás de mim, o membro ia cada vez mais fundo. Rebolando um pouco, senti o membro duro entrando lentamente. Adorava estar daquele jeito. Agarrando a janela, senti  quando aumentou o ritmo. Com a boca colada em meu pescoço, me dizia as mais tórridas loucuras. Apoiada no salto, fiquei completamente empinada, sentindo o membro entrar e sair cada vez mais rápido. Mordendo os lábios, gemia baixo. Ouvia o barulho surdo do corpo que se chocava contra o meu. Insano, me penetrava cada vez mais forte e rápido. “Vai amorzinho, quero que goze aqui. Quero que todo mundo veja o quanto te deixo satisfeita e louca” . Sim, eu estava completamente louca. Gemendo baixo, a vontade que sentia era de gritar. Apertando o parapeito da janela com força, senti o gozo que me invadia, se misturando ao meu. Minhas pernas tremeram e suspirei alto. Havia adorado. Olhando a rua, não contive um sorriso. Atrás de mim, a voz era ofegante. Permaneci ali, contemplando as pessoas. Atrás de mim, podia senti-lo ainda me preenchendo. Uma mão acariciou minha cintura carinhosamente. Em meu ouvido, a voz doce repetia o quanto me adorava. Sorri. Eu também o adorava demais.



Escrito por Srta. às 14h52
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22/02/2008

Talvez eu devesse mentir aqui, já que sei que todas as minhas palavras serão lidas. Dizem que esconder o que se tem dentro do coração é uma das maneiras de não se entregar ao outro. No entanto, tampouco me importam os jogos de poder... eu já estou entregue. Já me perdi por ele, já esqueci de me achar. Sou dele desde aquela tarde, quando descobri que havia feito uma escolha inconsciente. Me peguei relembrando as brincadeiras tolas, as mensagens trocadas. Foi ali que me deixei perder. E lembro que comecei a escrever pra ele. Queria que ele lesse, embora soubesse que ele jamais imaginaria ser o destinatário de tanto querer. E era ele. Sempre foi. Ainda hoje, me pergunto como tudo começou. Há um abismo entre nós e me pergunto se algum dia ele poderá ser transposto. Apesar disso, é impossível não planejar, não fantasiar, não partilhar.

Sou dele, por completo. Revirada, inspirada, desconcentrada. Sou dele em todos os aspectos, mesmo no meu jeito relapso e inquieto. Dele e de ninguém mais. Sem ele, sinto como se me faltasse a tal terceira perna. Certo, posso viver sem ela, mas sem ela, não consigo ser quem sou por inteiro. Enquanto mulher que sou (e dele), sou a mais tola das criaturas, a mais feliz, a mais completa. Até quando? Ah se tudo na vida trouxesse metade da felicidade que ele me traz... Certamente meus sorrisos seriam mais freqüentes, minha vida seria mais inebriante.

Sim, estou completa e perdidamente esquecida de mim. Dele... E só dele...

 

P.S. De volta... E dessa vez, pra ficar...

 



Escrito por Srta. às 14h51
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22/02/2008

 

Não era nada fácil contemplar aquele corpo e não pensar as mais tórridas loucuras. Eu o desejava. Ali, diante de todos, eu o queria. Sem poder me entregar, disfarçava os olhares lascivos. Estar em família com ele era um sacrifício. Precisava ocultar meu desejo, aguardar as oportunidades adequadas. Nos raros momentos de solidão, deixava meus lábios buscarem os dele com avidez e loucura. Num simples beijo era capaz de mostrar o quanto estava louca de saudade. Naquele momento, contemplava os gestos firmes envolvidos numa brincadeira infantil. Esperava ansiosamente o momento em que ficaríamos a sós. Alguns minutos depois, vi quando se dirigiu à cadeira, sentando. Me contemplava de longe, sorrindo. Andando até ele, abracei seus ombros, sussurrando em seu ouvido. “Eu quero você agora. Estou louca pra ser possuída”. Disse isso com a cara mais santa do mundo, olhando para todos ao redor. Ninguém seria capaz de imaginar. Ele, por sua vez, sorriu. Uma mão buscou minha cintura, me trazendo pra perto. “Senta no meu colo amor. Você não vai querer que percebam como estou ficando agora”. Sorri, sentando. Colando o corpo ao dele, me aconcheguei em seu peito. Adorava ficar daquela forma. Me movendo devagar, senti o membro que ficava cada vez mais duro embaixo de mim. “Você não vai poder levantar daqui tão cedo”. “E quem disse que eu quero?”. Me movi lentamente. Uma mão pousou em minha perna. Comportado, apenas acariciava devagar. Quieta, esperei todos saírem. Com os olhos fechados, fingia estar sonolenta. Sentia o calor do seu corpo e a vontade que se avolumava embaixo de mim. Sozinhos, busquei os lábios com vontade. Estava louca para provar a boca, as mãos, o corpo. Me erguendo um pouco, arranquei a calcinha. Sentada, rebolei sutilmente sobre seu corpo enquanto beijava a boca. Uma mão invadiu meu interior, me tocando. Estava insano. Abrindo as pernas, deixei a mão possuir meu interior com vontade. Buscando meu ouvido, sussurrava todas as loucuras que pretendia. Falava obscenidades. Eu apenas sorria, devassa. Me erguendo novamente, abri o short, descendo um pouco. “Precisamos ser rápidos amor”. “Ah meu bem, eu pensei que você quisesse aproveitar um pouco”. Sorri. Sim, eu queria aproveitar. Me ajoelhando diante dele, tomei seu membro com minha mão. “Está com saudade, amor?”. Uma mão acariciou meus cabelos. “Vai cadelinha, sei que você anda com saudade dele”. Segurando o membro duro com uma mão, massageei de leve. Adorava senti-lo entre meus dedos, subir e descer com a mão, vê-lo crescer ainda mais. Descendo a boca, lambi embaixo. Subindo um pouco mais, eu o lambi inteiro. Era delicioso. Buscando a cabecinha, acariciei com o dedo, massageando. Minha língua desceu, lambendo devagar. Sem conseguir resistir, deixei minha boca descer sobre o membro duro. Beijando lascivamente seu membro, suguei com força. Adorava tê-lo entre meus lábios. Desci a boca devagar, sentindo cada centímetro do membro duro. Subindo e descendo com a boca, ouvia os gemidos abafados. Buscando seus olhos, notei o quanto estava louco. Arranhando de leve com os dentes, desci meus lábios. Subindo e descendo, saboreava cada pedacinho dele. Adorava tê-lo em minha boca. Adorava sentir a loucura que invadia aquele corpo cada vez que eu sugava o membro duro. “Pára amorzinho. Quero que sente em mim agora”. Olhando em seus olhos, me ergui. “Não quer que eu saboreie você, amor?”. Fazendo um gesto negativo com a cabeça, me puxou pra perto. Me aproximando, busquei o membro duro ainda molhado com minha saliva. “Quer que eu sente em você, meu bem?”. “Sim, cadelinha, quero que sente agora.” Segurando nele, brinquei um pouco na minha entrada. “Quer amor?”. Rebolando devagar, deixava a cabecinha percorrer meu interior. Lentamente, com uma mão em seu ombro, comecei a descer. Mordendo os lábios, sentia o membro duro me invadir. Descendo completamente, rebolei um pouco, me ajustando. Era delicioso sentir o membro duro dentro de mim, me preenchendo. Busquei os lábios com avidez. Aos poucos, comecei a subir e descer, rebolando constantemente. Devassa, perdi o controle. Já não queria ir devagar, queria sentir o membro subindo e descendo com força. E sentia. Subia e descia com loucura, cavalgando o membro duro. Podia senti-lo inteiro enfiado em mim, me preenchendo, me rasgando. Mordendo os lábios, sorri. Uma mão agarrou meus cabelos enquanto a outra buscou meu rosto num tapa leve. Sorri. “Você merece amor, sabia? Anda tão má comigo...”. Descontrolada, continuei subindo e descendo. Adorava ser possuída daquele jeito. Novamente uma mão se perdeu em meu rosto. “Que tipo de cadelinha é tão má com o homem que adora, hein? Pensei que você não conseguisse viver sem mim, meu bem.”. Gemendo, sorri. Eu não conseguia viver sem ele, sabia disso. Estava louca, perdida. Subindo e descendo, sentia a mão agarrar meus cabelos com força. “Vai amor, dá pra mim. Mostra o quanto você gosta de me ter enfiado em você”. Indo mais rápido, cavalgava o corpo com loucura. uma mão apertava meu bumbum com força, me deixando marcada. Gritando como louca, me deixei cair em seu corpo. Havia gozado loucamente. Contemplando seus olhos, sorri. Levantei rápido, me ajoelhando diante dele. Queria saborear o gostinho delicioso. E sabia que há muito ele queria daquele jeito. De joelhos, apertei o membro duro entre minhas mãos. Lascivamente, o coloquei entre meus lábios. Indo e vindo com minha boca, sugava com rapidez. Indo e vindo sem parar. Uma mão desceu pelos meus cabelos, guiando minha cabeça com agilidade. Subia e descia rápido, louca. “Vai amor, quero gozar na sua boquinha linda”. Cada vez mais rápido, senti quando o leite quente escorreu em minha boca. retirando a boca, guiei o líquido até minha língua, saboreando. Safada, apertei o membro entre as mãos. “Quero beber você inteiro amor. Quero te deixar sequinho”. Passando a língua, saboreei cada gota. Era delicioso. Notei o sorriso satisfeito e sorri. Mais uma vez, havia sido perfeito.



Escrito por Srta. às 14h51
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