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Contemplando o espelho, sorri satisfeita. Um batom vermelho realçava os lábios e me dava um ar sensual. Os cabelos jogados imprimiam um ar selvagem. Ajeitando o corselet, me dirigi ao quarto. Era lá que esperaria por ele. Poucos minutos se passaram até ouvir o carro entrando na garagem e a porta ser aberta. Levantando, me coloquei ao lado da porta. Sorri quando recebi um olhar de satisfação. “Saudade de você”. “Também, chérie”. Se aproximando, pousou as mãos em minha cintura. Colocando as mãos em seus ombros, fiz com que ajoelhasse. “Vamos amor, fica de joelhos pra mim, fica?”. “Fico sim, meu bem”. Sorri. Podia notar a loucura que se apoderava do olhar doce. Me afastando, ergui a perna, tocando o peito com a ponta da sandália. “Hora de tirar a camisa, meu bem”. Devagar e obediente, a camisa foi retirada e posta de lado. “Isso. Hoje quero você bem obediente, cachorrinho”. Empurrando novamente, o peito, fiz com que deitasse completamente no chão. De pé, me coloquei sobre o peito. Sabia que ele podia ver muita coisa e estava satisfeita por isso. Sorrindo, desci minha mão, tocando a calcinha. Com a outra mão, retirei um pirulito no bolso da saia. Abrindo, coloquei na boca. Olhando em seus olhos, coloquei o pirulito na boca e comecei a chupar deliciosamente. Fechando os olhos, saboreei. Me afastando, coloquei a ponta da sandália sobre o peito. “E então amor?”. Os olhos lascivos mostravam o quanto estava louco. Lentamente, comecei a descer a calcinha, retirando por completo. Num gesto sutil, joguei sobre o rosto. Sorri quando o vi cheirá-la. “Isso cachorrinho. Gosta do cheirinho é?”. Em resposta, balançou a cabeça. Com as pernas abertas sobre ele, continuei de pé. Retirando o pirulito da boca, levei até o meio de minhas pernas. Abrindo-as um pouco mais, coloquei o doce em mim. Indo e vindo com ele, sorria. Estava completamente molhada. Retirando, levei até a boca novamente. “Amor, você não tem noção do quanto é delicioso”. “Cadela”. Sorri, me abaixando de uma vez. “O que você disse, amor?”. Num gesto rápido, desferi um tapa em seu rosto. “Eu não ouvi direito. Repete”. Sorrindo, sussurrou baixo: “Cadelinha gostosa”. Outro tapa. Sorri, balançando a cabeça. “Não amor... O cachorrinho aqui é você”. Abrindo as pernas, coloquei o doce novamente entre elas. Massageava meu interior. “Pode ver direito, cachorrinho?”. Louco, senti as mãos segurarem meus pés com força. “Psiu, quem mandou você fazer alguma coisa?”. Sem parar de olhar em seus olhos, continuei massageando meu interior com o doce. Sorrindo, deixei que entrasse um pouco dentro de mim. Retirando, levei até seus lábios. “Quer sentir o gostinho, amor?”. Balançando o doce sobre os lábios ávidos, sorri. “Tem o gostinho que você tanto adora aqui, cachorrinho. Quer provar?”. “Por favor, meu bem... deixa”. Devagar, deixei o doce pincelar os lábios. Retirando sem deixar que provasse, sorri, levando o pirulito aos lábios. “Uma pena amor... Você não vai provar”. “Cadela”. “Psiu. Quem mandou você dizer alguma coisa?”. “Por favor amor...Me deixa provar um pouquinho só”. “Hum...”. De joelhos, me coloquei sobre seu rosto. Com meus dedos, abri meu interior. “Vem cachorrinho. Eu deixo você lamber um pouquinho só”. Senti quando a língua lambeu meu interior úmido. Indo e vindo, gemi. Era delicioso sentir aquela língua penetrar dentro de mim. Olhando em seus olhos, afastei o rosto. “Pronto amor... Já provou o que queria”. De joelhos, desci, percorrendo o peito com minhas unhas. Me colocando sobre uma perna sua, sentei lentamente. Me esfregando nela, deixei que percebesse o quanto eu estava molhada. As mãos buscavam em que agarrar. Sorrindo, continuava me esfregando e chupando o pirulito. Me erguendo novamente, sentei sobre a barriga. Rebolando devagar, deixei que sentisse minha umidade escorrer. “Ah amor, você está tão molhadinha. Dá pra mim, vai.”. Sorri, ficando de joelhos. Buscando um óleo, derramei sobre minhas mãos. “O que você vai fazer?”. Sem responder, coloquei as mãos sobre o membro duro. “Hum amor, você está bem durinho. E eu preciso dele bem duro para o que pretendo fazer”. Com as mãos, lambuzei o sexo duro. Me erguendo um pouco, levei o dedo até ele. Devagar, comecei a massagear, lubrificando o local. “Cadela!”. Sorri. Deixando o dedo penetrar, sorria. Indo e vindo com meu dedo, gemi baixo. Retirando o dedo, segurei o membro duro com uma mão. Devagar, deixei que se colocasse em minha entrada. Lentamente, desci, empurrando o corpo. Sentindo um pouco de dor, parei. Busquei seus olhos com os meus e o sorriso safado estampado na cara me incentivava a continuar. Abrindo as pernas, comecei a descer. Gemendo alto, senti quando me penetrou completamente. Louca, olhei em seus olhos. “Deus do céu, como você pode ser tão safada?”. Sorri. Levando um dos dedos até meu sexo, comecei a massagear de leve. Devagar, comecei a subir e descer no membro duro. Aos poucos, relaxei completamente. Aumentando o ritmo, me tocava enquanto sentia o membro duro entrar e sair. Louca, busquei o olhar safado. “Adora dar pra mim, né amor?”. Sim, eu adorava. Rebolando nele, subia e descia louca. “Viu como é fácil, cadelinha?”. Sorri. Com força, massageava os dedos em meu interior. Cada vez mais rápido, ouvi os gemidos loucos. Olhando em meus olhos, me dizia as palavras mais devassas. Sorrindo, apenas me movia, subindo e descendo. “Vai cadelinha, goza comigo”. Sem parar de me tocar, subia e descia. “Amor, vou gozar”. “Goza cachorrinha, estou só esperando você”. Descontrolada, comecei a ir mais rápido. Sentindo seu leite quente invadir meu interior, gozei. Ofegante, sussurrei: “Você ainda me mata”. “Eu? Você faz todas essas loucuras e eu vou matar você?”. Sorri. “Cachorro”. “Seu cachorro, minha cadelinha”. Me retirando, vi o gozo escorrer entre minhas pernas. “Imagem deliciosa”. Sorri. “Você não presta”. De quatro, busquei a boca num beijo louco. Estava satisfeita.
Escrito por Srta. às 11h49
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Disseram-me ainda há pouco: romantizas demais o sexo. Céus! Eu? Sim. Tu. Sorriso tímido de quem não tem tanta certeza a respeito disso. Tu és demasiado menina ainda. Quantos anos tens? 24 primaveras. Vês? Não dizes que contas primaveras. Seja sensual e diga algo que choque, que provoque um arrepio na espinha de quem te ouve. Ah, mas ocorre que não me exponho assim. Ah, entendo. És daquelas mocinhas na rua e putinha na cama. Exatamente. E tens algo contra? Nada. Na verdade, prefiro que sejam assim. Nada é mais detestável do que mulheres excessivamente vulgares. Agora és preconceituoso. Não sou. E se for, a grande maioria dos homens partilha da mesma opinião. Pode ser. Mas me dizes, quando vais libertar a fera que existe em ti. Eu já libertei. Já? Sim. Faltam-te paredes e esquinas escuras. Não compreendo. Não? Eu já te digo. Faltam mãos fortes que te lancem contra a parede e abusem do que tens. Do que tenho? Sim, porque abusar do que és é te dar um grande presente. Sorriso. Certamente. Dou-te um conselho. Sim, podes dar. Liberta-te. Mais? Nunca se está no ápice das sensações, acredita-me. Não duvido. Então? Liberta-te. Tens um sorriso de menina. Sim, assim costumam dizer. Uma embalagem de mocinha pudica, diga-se de passagem. Aprecio que sejas tão repleta de picâncias. Hum. Neologismos para explicar quem sou? Para ti, cabem palavras que não existem no dicionário. És galanteador. Sempre. Sorriso. Então me dizes. Vais fazer o teste? Qual? Libertar-te por inteiro. Posso tentar. Tenta. E como saberás do resultado? Eu acompanho teus escritos. E são deliciosos, diga-se de passagem novamente. Ora, não eram demasiado românticos? Sim, acabam sendo. Porque então? Escreves com muito sentimento. Estás a fazer uma piada. Escreve sobre sexo e nada mais. Liberta-se dos sentimentos, quaisquer que sejam eles. E outra, experimenta. O que? O sexo sem sentimento. Não sou dessas. E não? Todas as mulheres o dizem. Mas não quero que te pervertas tanto. Sorriso. Basta que experimentes o sexo pelo sexo, unicamente. Sim, eu o farei. Quando? Não posso dizer-te. Vejo que isso demorará bastante. Talvez. Já te disse, não sou dessas. Vejo que não – és romântica. E és irritante. Grato pelo elogio. Sou sempre sincera. Nem sempre. Atrevido. Não és sincera sempre. Como não? Teu romantismo não esconde um fogo que não cessa de arder. Isso é fato. Sim, é. Apenas deixa de lado o romantismo. Abusa das mãos contra faces, das mãos tocando sexos, das bocas saboreando membros duros. Sim, eu o farei – no singular. Como preferir. Não és tão Elena quanto pensas. Não? Elena nunca hesitou em experimentar. Nem eu. Com outros que não Pierre. E deveria? Tu que dirá. Estou aqui, caso queira. Palhaço. A seu dispor. Você não pode e sabe disso. Poder ou não é totalmente relativo. Não no seu caso. Se o dizes. Eu afirmo. Então, voltando ao que dizia. É um conselho – ouve se quiseres. Falta-te pouco. Sim, falta. Liberta-te. Não te entendo, sinceramente. Estás a fingir que é tola – e nem de longe tu és. Não sou e nem finjo. Que liberdade é essa? Dize o que queres. Sim, eu direi. Tens o telefone do teu Pierre aí? Sim, eu tenho. Liga agora. Não posso. Porque não? Porque ligaria? Só para experimentar – sei que tu não dirias o que vou te dizer a qualquer outro homem. Isso tu o dizes. Sorriso. Não, tu o dizes. Idiota. Elogios me enternecem. És selvagem. Eu sei. Mas ainda não és totalmente Elena. Se tu o dizes, concordo. Mas falta pouco. Te dou o conselho de antes: liberta-te aqui e serás livre fora daqui. É o que faço todos os dias. Tens um Pierre, não. Não tenho ninguém – não gosto de ter pessoas. Bem, o sexo prende pessoas. O sexo é tanto assim? Para pessoas como eu e você, é sim. Interessante. Não o sexo de qualquer hora, o outro. Qual outro? Deixa que te explico. Lembra da forma como olhavas teu Pierre? Sim, eu lembro. Não do sentimento, me refiro ao desejo. Sim, lembro disso. Porque não escreves a respeito? Já tentei. Não conseguiste? Não. É que não sabes separar sentimento de observação. Interessante. Muito. Tenta fazer isso. Vou tentar. Deixa que te explico. Fala da sensação, do olhar, do toque, da fome. Hum. Sei falar da fome. É fome que você sente. Vejo que nisso não mentes. E em mais nada. Fala da tua fome. Eu o farei. E faz para ti, não para ele ou qualquer outro. Tua fome existe em ti e independe dele. Atenta: ele é objeto de desejo e não o desejo em si. Sabes como separar as coisas? Sei, e quero que aprendas. Hum. Vejo que isso é importante. Demais, tu vais ver. Sim, quero ver. Então. Desejo e objeto de desejo. Fome e alimento. Entendo. Lembra de Platão? Sim. Não ocupe a idéia desejo com o objeto que desejas. Sim. Se assim o fazes, torna-te dependente do objeto e não és livre pelo desejo. Hum. Isso é realmente interessante. Eu sei que é. Mas o que quero, na verdade, é te ver livre. Eu já sou. Não és. Te dou uma tarefa, a contar de hoje. Qual tarefa? Se libertar. Isso me enfastia. Mais uma vez, é interessante. Tente. Vou tentar. O que você quer que eu escreva? Sobre tudo, sem freios. O que você costuma dizer ao seu Pierre? Muitas coisas. Tipo? Me constrange dizê-las a você. Hum. Então vejo que com ele você se liberta. Completamente. Interessante. E aqui? Onde? Nas linhas que você escreve. Me liberto da mesma forma. Não. Aqui você é cheia de pudores e romântica demais. Você me entedia com essa conversa. Pode sair então. Não deveria entediar. Deveria pensar a respeito. Bem, talvez eu pense. E Pierre? O que tem ele? Me preocupo. Com? Ele sabe o que tem nas mãos? Sim, ele sabe. Até parece que é grande coisa. É sim. Falta apenas uma pitada de liberdade. Falta? Certo, não falta. Digamos que falta coragem. Você me irrita. Porque te digo a verdade. Sua verdade. Nossa. Outro dia disseram que me falta sutileza. Não, isso você tem até demais. Juro, não consigo entender as pessoas. Nem tente, é perda de tempo. Mas volto. Falta apenas liberdade. Falta carne e sangue. Nada de epiderme e sensibilidade românticas. Certo. Mas escrevo com sangue. Sim, eu sei. Mas te aconselho agora: escreve com gozo. Estás a debochar de mim. Que seja. Experimenta e me dizes. Deixa tua pena deslizar no teu gozo e escreve inúmeras linhas. Vou tentar – a idéia me parece interessante. E é. Bem. Agora vou-me. Para onde vais? Escrever um conto. Outro? Sim. Pierre? Qual o seu interesse nele? Nenhum. Sei. Meu interesse é em Elena. Sim. Do que falará o conto? O assunto de sempre. Ah, então agora tornas corriqueiro teus arroubos sexuais? Não é assim. Acabou de ser. Irritante. Leia depois e você diz o que acha. Eu já sei. Nem leu ainda. Romantismo em excesso. Veremos. Isso. Aceite o desafio agora. E se aceitar, o que ganho? Muitas coisas. Deixe sua fome comandar. Eu já faço isso. Faça por completo. Vou fazer. Agora, deixe de lado a poesia das formas, dos ajustes, dos sentimentos. Sim. Seja só uma fome e um desejo. Vou ser. Voltarei para ler seus escritos. Seja impudica, amoral, devassa, lasciva. Pedido simples. Veremos. Agora vou indo. Obrigada pelos conselhos. Não o faço apenas por ti. Se o dizes. Faço por outros tantos e também por Pierre. Não entendo sua preocupação com ele. Ele vai notar a diferença. Vai? Escreva em algumas linhas o teor dessa conversa. Vou pensar se faço isso ou não. Você fará. E depois? Não precisa se libertar aqui ainda. Se liberte depois. Quando? Mais tarde. Ahhhh... Sim, você entendeu. E agora vou indo. Obrigada novamente. Não agradeça. Um abraço. Outro.
Escrito por Srta. às 00h41
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